Mulher de 52 anos foi conduzida à delegacia após imagens de segurança indicarem que ela teria se apropriado de uma sacola com produtos comprados por outra cliente; defesa alegou equívoco e ela foi liberada após os procedimentos de praxe

IPATINGA – Uma advogada de 52 anos, moradora de Caratinga, foi conduzida à delegacia após ser acusada de furtar uma sacola contendo produtos de cosméticos no Shopping Vale do Aço, em Ipatinga. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (1) e mobilizou a Polícia Militar após a vítima perceber o desaparecimento dos itens que havia adquirido momentos antes.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Aço, a cliente havia realizado compras em uma loja de cosméticos e, ao entrar em outro estabelecimento do centro comercial, deixou a sacola próxima ao balcão enquanto observava mercadorias. Pouco tempo depois, ao retornar ao local, constatou que os produtos não estavam mais ali.

Acompanhada do marido, a mulher iniciou buscas pelo shopping e acionou a segurança do estabelecimento. Imagens do circuito interno de monitoramento passaram a ser analisadas e, conforme o registro policial, mostraram uma mulher recolhendo a sacola e deixando o local.
A suspeita foi localizada ainda dentro do shopping. Conforme a ocorrência, ela foi abordada pelos policiais militares e questionada sobre os fatos.
À polícia, a advogada afirmou que não teve intenção de se apropriar de objetos pertencentes a terceiros. Segundo sua versão, ela acreditou estar recolhendo seus próprios pertences e só posteriormente teria percebido o engano. Ainda de acordo com o relato prestado aos militares, a mulher informou estar enfrentando problemas de saúde e questões pessoais.
As imagens analisadas pela PM indicaram que, após pegar a sacola, a suspeita a teria deixado em outro estabelecimento comercial. Os produtos foram recuperados e devolvidos à proprietária.
Entre os itens recuperados estavam um perfume, um batom e um creme cosmético. O valor total das mercadorias foi estimado em R$ 294,93.
Por se tratar de uma profissional da advocacia regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), representantes da entidade acompanharam os procedimentos realizados pela polícia, conforme prevê a legislação.

A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Entretanto, após a formalização da ocorrência e as providências adotadas pela autoridade policial, ela foi liberada e não permaneceu presa.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que irá analisar os elementos reunidos, incluindo as imagens de monitoramento e os depoimentos das partes envolvidas, para definir os desdobramentos da investigação.

Versão da suspeita

Em sua manifestação aos policiais, a advogada sustentou que não agiu com intenção de cometer furto e que a situação decorreu de um equívoco. A alegação será analisada no decorrer da investigação.

Produtos recuperados

Os produtos que haviam desaparecido foram localizados e recuperados durante a ação policial, sendo posteriormente restituídos à proprietária. O prejuízo financeiro da vítima, portanto, não se concretizou, embora o caso tenha resultado na abertura de procedimento investigativo para apuração das circunstâncias do ocorrido.