DA REDAÇÃO – Uma operação conjunta da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de dois policiais militares suspeitos de envolvimento em um roubo de carga registrado no km 303 da BR-381, em Antônio Dias, no Vale do Aço. Um guarda civil municipal de Ipatinga também é investigado no caso e segue sendo procurado pelas autoridades.
Os suspeitos presos são um sargento de 42 anos e um soldado de 28 anos, ambos lotados em um pelotão da PM em São Gonçalo do Rio Abaixo, vinculado ao 26º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Itabira.
Segundo as investigações, o caso teve início após o tombamento de um caminhão carregado com mercadorias na madrugada de quarta-feira (27), na BR-381. Parte da carga teria sido saqueada logo após o acidente. Horas depois, quando trabalhadores retornaram ao local para recolher produtos escondidos às margens da rodovia, encontraram um grupo armado retirando mercadorias da carga.
De acordo com os relatos, cerca de seis homens chegaram em três veículos, entre eles uma caminhonete Chevrolet S10, um VW Polo e uma VW Saveiro. Os suspeitos teriam efetuado disparos para o alto e se apresentado inicialmente como integrantes de uma equipe de escolta contratada pela seguradora da carga. Ao constatarem que o transporte não possuía seguro, os homens renderam os trabalhadores e levaram diversos produtos, incluindo pneus, roupas, brinquedos, motocicletas elétricas e equipamentos eletrônicos.
As investigações avançaram após as vítimas anotarem as placas dos veículos utilizados na ação. Segundo a polícia, a caminhonete S10 pertence ao sargento preso. Já o VW Polo teria sido alugado pelo guarda municipal investigado, que ainda não foi localizado. O soldado também foi reconhecido pelas vítimas por meio de fotografias.
Os militares foram abordados no momento em que assumiam o serviço no Pelotão de São Gonçalo do Rio Abaixo. Conforme fontes policiais, ambos admitiram ter estado no local do acidente, mas negaram participação no roubo e o uso de armas, alegando que teriam sido contratados para realizar uma suposta escolta da carga.
Durante as diligências, foram apreendidas armas registradas em nome dos suspeitos, além de munições, carregadores, celulares e o veículo apontado como utilizado na ação criminosa.
Em pronunciamento oficial, o comando do 26º BPM informou que a corporação acompanha o caso e reforçou que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes da instituição.
“A corporação permanece vigilante e determinada a coibir desvios de conduta”, afirmou o tenente-coronel Allan Mendes Soares, comandante da unidade.
Os militares foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Civil em Itabira e poderão responder por roubo qualificado mediante uso de arma de fogo e associação criminosa. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e localizar o guarda municipal apontado nas apurações.