A bola rolou para a 10ª edição da Copa da Amizade de Futsal. Mas o que mais chamou a atenção não foi apenas o que aconteceu dentro das quatro linhas. O espetáculo começou nas arquibancadas.

Em uma quinta-feira pela manhã, horário em que a maioria das pessoas está trabalhando, estudando ou cumprindo seus compromissos, o ginásio recebeu um público que surpreendeu. Pais, mães, avós, tios, irmãos e amigos fizeram uma escolha: interromperam a rotina para viver um momento que jamais voltará. Foram apoiar quem amam. Foram aplaudir crianças e adolescentes que carregam sonhos muito maiores do que um simples troféu.

 

Essa é a verdadeira vitória da Copa da Amizade.

Vivemos uma época em que os celulares disputam a atenção das famílias, em que o tempo parece cada vez mais escasso e o convívio presencial se tornou um luxo. Ainda assim, centenas de pessoas decidiram ocupar uma arquibancada. Isso demonstra que o esporte continua sendo um dos poucos espaços capazes de reunir gerações, fortalecer vínculos familiares e ensinar valores que nenhuma tela consegue transmitir.

Dentro de quadra, os jogos corresponderam à expectativa: qualidade técnica, equilíbrio e muita competitividade. Mas a maior conquista aconteceu fora dela. A Copa da Amizade mostrou que seu crescimento não pode ser medido apenas pelo número recorde de delegações ou atletas. Sua grandeza está na capacidade de mobilizar pessoas, despertar o sentimento de pertencimento e transformar um campeonato em patrimônio da comunidade.

A maior edição da história não está sendo construída apenas pelos organizadores ou pelas equipes. Ela está sendo construída por cada pai que saiu do trabalho para assistir ao filho, por cada avó que fez questão de estar presente, por cada criança que sonha, um dia, levantar aquela taça.

Quando um evento consegue fazer uma cidade parar, ainda que por uma hora, para celebrar o esporte, ele deixa de ser apenas uma competição. Passa a fazer parte da identidade de um povo.

E a Copa da Amizade, definitivamente, alcançou esse patamar.

 

Parceria com a Prefeitura

Vivemos um tempo em que as críticas ganham muito mais espaço do que os elogios. Quando algo dá errado, a cobrança é imediata — e ela é necessária. Mas, quando um gestor público cumpre seu papel, apoia iniciativas que beneficiam a população e ajuda a transformar um projeto em realidade, o reconhecimento também precisa existir.

Nesta semana, em nome de toda a coordenação da Copa da Amizade e, principalmente, da coordenadora Marina Pires, estive na Prefeitura de Caratinga para entregar uma camisa oficial da competição ao secretário municipal de Esportes, Odiel de Souza, e ao prefeito Dr. Giovanni Corrêa.

O gesto foi simbólico. Mais do que entregar uma camisa, foi uma forma de dizer “obrigado” a quem acreditou no projeto desde o início. A 10ª edição da Copa da Amizade não se tornou a maior da história por acaso. Grandes eventos não são construídos apenas com boas ideias. Eles dependem de planejamento, trabalho, parceiros e vontade política para sair do papel.

É preciso reconhecer que, desde o primeiro momento, a Secretaria Municipal de Esportes e a Prefeitura compreenderam a dimensão da competição. Entenderam que investir no esporte é investir em crianças, adolescentes, famílias e no fortalecimento da nossa cidade.

Reconhecer esse apoio não significa abrir mão da independência para fazer críticas quando elas forem necessárias. Significa apenas praticar a coerência. Quem cobra quando falta apoio também deve agradecer quando ele existe.

A gratidão não diminui ninguém. Pelo contrário. Ela fortalece as parcerias, incentiva novas iniciativas e demonstra que o esporte continua sendo uma construção coletiva. E, quando cada um faz a sua parte, o maior vencedor é Caratinga.

 

Rogério Silva

@papoesportivodc

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