
Tive a honra de participar diretamente da organização e coordenação de cinco das dez edições da Copa da Amizade (2022, 2023, 2024, 2025 e 2026).
Tenho a convicção de que, de alguma forma, contribuí para o crescimento da competição. Ainda assim, não tenho dúvidas de que aprendi muito mais do que ensinei. Vivi momentos inesquecíveis, construí amizades sinceras, testemunhei histórias de superação e vi famílias inteiras abraçando o sonho de seus filhos por meio do esporte.
Foi um enorme privilégio trabalhar ao lado da competentíssima Marina Pires, da equipe de apoio, da arbitragem e de todos os colaboradores que fizeram da Copa da Amizade um verdadeiro sucesso. A cada edição, a competição mostrou que é muito mais do que um torneio: é um projeto capaz de transformar vidas.
Mas todo ciclo tem seu tempo. Em 2027, estarei em um lugar diferente: nas arquibancadas, como um apaixonado pelo esporte, torcendo para que a Copa da Amizade continue crescendo e escrevendo uma história cada vez mais bonita.
Saio com o coração cheio de gratidão, a consciência tranquila pelo dever cumprido e a certeza de que o sucesso da competição continuará sendo motivo de orgulho para todos nós.
Copa da Amizade II: o ICMS Esportivo agradece

A grandiosidade e a organização da Copa da Amizade vão muito além das quatro linhas. A competição tem papel fundamental na pontuação de Caratinga no ICMS Esportivo. São 132 partidas oficialmente disputadas e registradas em súmulas, gerando indicadores importantes para o município.
Por isso, o apoio da Secretaria Municipal de Esportes é essencial para o sucesso da Copa. Mas essa parceria é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que o poder público fortalece a competição, a Copa da Amizade também contribui diretamente para o desenvolvimento do esporte, para a valorização das políticas públicas e para a captação de recursos que beneficiam toda a cidade.
Quando esporte e gestão caminham juntos, todos saem vencedores.
Seleção: novo ciclo
Carlos Ancelotti inicia um novo ciclo à frente da Seleção Brasileira com foco na próxima Copa do Mundo. Em sua primeira entrevista, deixou claro que pretende promover uma ampla renovação da equipe e que alguns medalhões não farão parte desse processo.
Na minha avaliação, o trabalho de Ancelotti na última Copa do Mundo ficou abaixo das expectativas. Houve equívocos nas convocações e em algumas escolhas que acabaram sendo decisivas. Ainda assim, seria precipitado fazer um julgamento definitivo com base em um único torneio.
Pelo currículo que construiu no futebol mundial e pela experiência acumulada à frente de grandes clubes, Ancelotti merece a oportunidade de conduzir um ciclo completo. É nesse período, com tempo para observar jogadores, formar uma base e consolidar uma identidade de jogo, que seu trabalho poderá ser avaliado de maneira mais justa.
Renovar a Seleção é necessário. Mas essa renovação precisa ser conduzida com coragem, critério e meritocracia. Se conseguir encontrar esse equilíbrio, o Brasil voltará a disputar uma Copa do Mundo como um dos grandes favoritos.
Rogério Silva
@papoesportivodc