Os primeiros estudos sobre a nossa Pátria foram feitos onde nasci: Carangola, MINAS GERAIS, região da Zona da Mata, minha terra natal. Lá foi palco da minha inspiração patriótica.

As comemorações do aniversário da Independência, a cada ano, tornaram-se atraentes com destaque especial, verdadeiro espetáculo coletivo de civismo. Todos os estudantes demonstravam interesse nessas solenidades.

Aprendi que o dia 7 de setembro é a data mais importante da História do Brasil e a mais importante do calendário cívico nacional.

A cada dia aumentava o meu amor pela minha Pátria. O dia 7 de setembro era o dia mais feliz da minha vida. Em todas as comemorações que vejo a bandeira nacional, escuto a banda de música e o hino nacional, sinto-me emocionada e me reporto com saudades do meu tempo escolar.

Na nossa cidade de Caratinga, a minha presença foi constante na companhia do meu filho Roberto. Nos feriados ele gostava de escutar música, sacrificava o seu prazer para me fazer feliz.

Na véspera do desfile ele dizia: “Mamãe, apronta mais cedo para a senhora ficar em frente ao palanque” permanecendo comigo até o desfile final dos carros da polícia militar.

Era sagrado apreciar o desfile do dia 7 de setembro, inclusive me vestia com as cores que identificavam a nossa bandeira. Tive este privilégio até o ano de 2019.

No mês de agosto do ano de 2021, quando o mundo foi abalado com a terrível pandemia da COVID-19, o meu filho Roberto foi infectado, justamente num período em que a doença estava sendo controlada, ele foi internado em estado grave na UTI.

Devido à gravidade do seu estado de saúde, apesar de possuir um bom plano, os médicos aconselharam não ir para MURIAÉ, pelo risco de morrer durante a viagem.

Inseparáveis como éramos, a preocupação, as orações estiveram presentes no coração de cada ser humano que nos conhecia.

Após cinco dias, contraindo também a doença, eu fui internada no e ele estava no segundo andar do hospital

No início do mês de setembro a enfermeira chefe avisou da minha alta, daí eu passei a contar nos dedos, dia-a-dia.

Na virada da noite do dia seis de setembro não conseguia dormir, eu escutei uma trepidação de uma maca no andar de cima, escutei todo o percurso e dormi.

Pela manhã, bem cedinho, acordei com uma senhora fazendo a limpeza e a saudei com alegria “Bom dia! Hoje é 7 de setembro, o dia mais feliz da minha vida.” Ela me disse: “Que cabeça boa a senhora tem?”

Permaneci internada até o dia doze de setembro; disseram-me que a minha pressão estava muito alta. Somente neste dia é que fiquei sabendo que o meu filho havia falecido na manhã do dia 7 de setembro. Pouparam-me desta triste realidade.

Me senti estática, como se o mundo caísse sobre mim. Foi-se mais um dos meus tesouros, minha vida, minha alma, como um punhal atravessando o meu coração, Pátria Amada. Não sei descrever esta separação, a ausência, a dor da saudade. É uma ferida que cicatriza somente através de muita oração.

Neste ano de 2026 completam-se cinco anos que o meu querido filho partiu para a eternidade, durante estes anos eu não participei desta emocionante data, que aprendi a amar.

Os desígnios de Deus colocaram-me frente à alegria e à dor. Fé é aceitar a vontade do Criador. A SUA VONTADE É SOBERANA.

Minha vida foi pautada pela alegria e pelo entusiasmo que esse dia me proporcionava junto a sua presença.

Nas minhas orações, no clarear de todos os dias, em jejum, eu abraço a Bíblia antes de escutar a sagrada palavra e clamo ao meu Jesus e ao meu Deus, para o meu saudoso filho ganhar o céu e que eu possa viver na glória e a alegria do Senhor.

Hei de continuar enaltecendo a minha Pátria, com o mesmo sentimento e entusiasmo. A minha fé deve ser maior que o meu sentimento e a minha dor.

Tudo passa… Nossa Senhora das Dores, aos pés da cruz, deu-me o exemplo. Ela me consola e me conforta diante da sua bondade e ternura. Jesus, com a sua força e o poder da misericórdia me abarca de amor e de esperança pela vida: São estes os seus ensinamentos.

PÁTRIA AMADA! 5 ANOS DE SAUDADE…

(Cristo é o Senhor dos vivos e dos mortos)

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