Sem conseguir trabalhar por causa da endometriose, Leci Benta de Oliveira busca arrecadar R$ 46 mil para realizar o procedimento cirúrgico
SANTA BÁRBARA DO LESTE – Há 13 anos convivendo com dores provocadas pela endometriose, Leci Benta de Oliveira, moradora da zona rural de Santa Bárbara do Leste, enfrenta hoje uma realidade ainda mais difícil. Sem condições de trabalhar devido ao agravamento da doença e aguardando há cerca de três anos por uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela e a família iniciaram uma campanha solidária para arrecadar recursos que possibilitem a realização do procedimento na rede particular.
De acordo com a família, a cirurgia tem custo estimado em R$ 46 mil. A mobilização foi organizada pela filha, Vitória, que criou uma vaquinha solidária para receber doações.
A endometriose é uma doença crônica em que um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, atingindo órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga. Entre os principais sintomas estão dores intensas durante o período menstrual, dor pélvica contínua, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e urinárias e dificuldade para engravidar. Em alguns casos, quando o tratamento clínico não é suficiente, a cirurgia torna-se necessária para remover os focos da doença e aliviar os sintomas.
Segundo Leci, as dores começaram há mais de uma década, mas se intensificaram nos últimos meses. “Tem 13 anos que eu tenho essa dor. Antes ela vinha só uma vez por mês, mas de janeiro para cá a dor é direta. Estou tomando um remédio muito forte de seis em seis horas e, mesmo assim, tem noite que não consigo dormir de tanta dor.”
Ela relata que a intensidade do sofrimento compromete completamente sua rotina. “É uma dor muito horrível mesmo. Eu peço ajuda para quem puder me ajudar neste momento.”
Leci conta que sempre trabalhou, inclusive na colheita de café, mas neste ano não conseguiu exercer nenhuma atividade remunerada. “Esse ano eu não ganhei nenhum carocinho de café. Estou em casa, cuidando dos meus filhos. Quando a dor aperta, preciso deitar um pouco, mas continuo lutando. Deus segura na minha mão e eu vou chegar lá, em nome de Jesus.”
A filha Vitória acompanha diariamente o sofrimento da mãe e afirma que a situação tem sido difícil para toda a família.
“É muito sofrimento. Às vezes ela está chorando de dor e a gente não pode fazer nada, porque o remédio já não faz mais efeito.”
Segundo Vitória, a família aguarda há cerca de três anos pela cirurgia por meio do SUS, mas, diante da demora, decidiu buscar apoio da comunidade.
“Estamos aguardando há três anos. Como ela não tem mais condições de trabalhar, resolvemos fazer a vaquinha para tentar arrecadar o dinheiro da cirurgia.”
A família pede a colaboração de quem puder contribuir com qualquer valor.
BOX
COMO AJUDAR
As doações podem ser feitas via Pix, utilizando a chave:
Telefone: (33) 99992-1830
Favorecida: Leci Benta de Oliveira
Segundo a família, mesmo quem não puder contribuir financeiramente pode ajudar compartilhando a campanha para ampliar o alcance da iniciativa.



